[ES] O olhar de quem ajudou a construir a segunda edição da Revista Traços ES

[ES] O olhar de quem ajudou a construir a segunda edição da Revista Traços ES

Seja pela apuração e construção das reportagens do repórter Flávio Carvalho ou pelo olhar da fotógrafa Tatiana Pezzin, texto e fotografia se complementam para dar vida à segunda edição da Revista Traços ES, que terá seu lançamento oficial neste sábado (27/06), no Centro de Vitória.

Por Gustavo Domingos

Por trás de cada página da revista existe um processo que começa muito antes de ela chegar às mãos dos leitores. Na segunda edição da Revista Traços ES, diferentes profissionais ajudaram a produzir um recorte da produção cultural do Espírito Santo, que já circula pelas ruas por meio dos Porta-Vozes da Cultura e terá seu lançamento oficial neste sábado (27/06).

Nas páginas da nova edição, o leitor encontrará a fase mais recente da carreira do cantor Silva estampando a capa da revista, diferentes olhares sobre o cinema capixaba, a potência da cena Ballroom e a música de artistas como Juliano Gauche e Julia e as Choronas.

A revista também passa por espaços que integram a cena cultural do ES, como o Cais das Artes, o Espaço Thelema e o tradicional Bar da Zilda. A edição ainda apresenta a trajetória do fotógrafo Vitor Nogueira, a arte produzida por Rick Rodrigues, a história de vida do Porta-Voz da Cultura Sandro Miranda Chaves e muito mais.

O lançamento oficial da segunda edição será realizado neste sábado (27/06), das 16h às 22h, ocupando o Beco da Pulgas e a Rua Duque de Caxias, no Centro de Vitória. O público poderá adquirir seu exemplar diretamente com os Porta-Vozes da Cultura por R$ 10. Em parceria com a festa Disco Voador, o evento será embalado por DJs tocando exclusivamente em vinil.

As histórias contadas em palavras

Responsável pela entrevista de capa com Silva e por outras reportagens da segunda edição da Revista Traços ES, o repórter Flávio Carvalho ajudou a construir algumas das histórias presentes na nova edição. Para ele, a revista amplia o olhar sobre diferentes manifestações da cultura produzida no Espírito Santo.

"Assim como a primeira edição, esta segunda traz um recorte da potente produção cultural do nosso estado", resume Flávio.

Embora já tivesse entrevistado Silva em outras ocasiões, esta foi a primeira conversa realizada pessoalmente. A experiência permitiu aprofundar o diálogo sobre o momento vivido pelo artista, marcado pelo lançamento do álbum Rolidei.

"Usei muito desse conhecimento adquirido nas outras entrevistas para construir uma conversa que revisitasse sua trajetória e também esse orgulho que ele tem carregado de ser um artista 100% brasileiro. O que mais me marcou foi a felicidade em estar falando sobre esse novo trabalho e todo o cenário por trás desse projeto", afirma.

Além da reportagem de capa, Flávio também assina a matéria sobre a cena Ballroom capixaba. Segundo ele, acompanhar de perto esse movimento foi uma oportunidade de registrar uma comunidade potente que ainda carece de maior visibilidade.

"Encontrei uma cena muito potente, unida, preocupada em crescer e, por meio da cultura, gerar oportunidades para quem faz parte dessa comunidade. É uma cultura que carece de registros históricos. Ser um dos primeiros a abordar de forma regional esse cenário me enche de orgulho", destaca.

As histórias contadas em imagens

A cena Ballroom também marcou a fotógrafa Tatiana Pezzin. Para ela, a cobertura foi muito mais do que um registro fotográfico. A experiência representou um exercício de escuta, respeito e aproximação com uma realidade que vai além da estética.

"O que muitas pessoas enxergam apenas como dança é, na verdade, uma manifestação profunda de identidade, pertencimento e resistência. Foi uma grande honra poder fotografar não apenas pela beleza das performances, mas pela força que existe por trás delas", afirma.

Tatiana conta que deixou a pauta com mais do que imagens. Segundo ela, acompanhar de perto aquele universo reforçou o papel da fotografia como ferramenta de reconhecimento e respeito.

"Estar diante daquela cena me lembrou que a fotografia é uma ferramenta de reconhecimento e respeito. Saí daquela pauta com a sensação de ter aprendido muito mais do que registrado", recorda.

Esse olhar também acompanhou sua participação na construção da segunda edição da Revista Traços ES. Para a fotógrafa, cada imagem ajuda a preservar histórias e aproximar o público de narrativas que muitas vezes passam despercebidas.

"Contribuir para a construção visual da segunda edição da Revista Traços ES foi uma experiência muito especial. Acredito que a fotografia tem o poder de preservar histórias, valorizar pessoas e criar conexões. E a Traços faz algo semelhante por meio da arte e da cultura, ao dar visibilidade a narrativas que merecem ser vistas e reconhecidas", conclui.

Cada texto, cada fotografia e cada olhar contribuíram para produzir a segunda edição da Revista Traços ES. O resultado desse trabalho coletivo é uma revista pensada por pessoas e para pessoas.

Ao folhear suas páginas, o leitor é convidado a desacelerar. A reencontrar artistas já consagrados, descobrir novos nomes, movimentos, espaços culturais e histórias que talvez ainda não façam parte do seu repertório.

Serviço
Lançamento da 2ª edição da Revista Traços ES

Quando: sábado, 27 de junho, das 16h às 22h
Onde: Beco da Pulgas, Centro de Vitória
Quanto: gratuita
Revista: R$10