As inscrições seguem até 17 de julho para a publicação Pesadelo Turbo Diluente, iniciativa que reúne diferentes linguagens artísticas e aposta na autopublicação como forma de fortalecer a cena independente.
Por Gustavo Domingos
Foto: Victor Thomé
Desenhos, gravuras, fotografias, pinturas, colagens, quadrinhos e textos produzidos por artistas de diferentes partes do Brasil e até do exterior poderão integrar a primeira publicação colaborativa da Matriz Perdida. O coletivo capixaba está com inscrições abertas para a zine Pesadelo Turbo Diluente, que recebe trabalhos até o dia 17 de julho.
A chamada marca a primeira autopublicação da Matriz Perdida e convida artistas de diferentes linguagens a enviarem obras inspiradas nas palavras Pesadelo, Turbo e Diluente. Cada participante poderá inscrever até cinco trabalhos. A curadoria selecionará uma ou duas produções para integrar a publicação.
Mas afinal, o que é um zine? Diferente de uma revista produzida por uma editora tradicional, trata-se de uma publicação independente, geralmente criada de forma colaborativa e em tiragem reduzida. Nesse formato, diferentes artistas compartilham seus trabalhos em uma mesma edição, fortalecendo a circulação da produção autoral e aproximando criadores e público.
As obras devem ser produzidas em preto e branco, no formato A5 e com resolução de 300 DPI. A produção da publicação será viabilizada por meio de uma campanha de financiamento coletivo, lançada após a divulgação dos artistas selecionados.
Os termos Pesadelo, Turbo e Diluente funcionam como ponto de partida para as criações. Cada participante pode desenvolver seu trabalho utilizando uma, duas ou as três palavras, explorando livremente diferentes interpretações da proposta.
"As palavras tema são pontos de partida, uma centelha para direcionar e criar uma unidade coletiva dentro da publicação. Sendo três palavras, os artistas têm tanto a liberdade de interpretação semântica quanto a possibilidade de composição conceitual usando mais de uma delas", explica Patrick Trug, artista multidisciplinar, tatuador e um dos fundadores da Matriz Perdida.
Segundo ele, essa construção faz parte da tradição das publicações independentes e busca ampliar as possibilidades criativas dos participantes.
"Essa é uma prática comum de publicações alternativas como a nossa e, fazendo uma chamada aberta, a expectativa é justamente das múltiplas possibilidades de desdobramento da nossa proposta", afirma.
Depois de realizar, no ano passado, uma feira dedicada à arte impressa na Grande Vitória, a Matriz Perdida amplia sua atuação com a produção da primeira zine colaborativa do coletivo. A publicação surge como um novo projeto voltado à produção editorial independente e à articulação entre artistas de diferentes regiões.
A convocatória é aberta a participantes de qualquer lugar do Brasil e do exterior. A expectativa do coletivo é reunir diferentes linguagens e interpretações em uma mesma publicação.
Com a iniciativa, a Matriz Perdida também pretende contribuir para o fortalecimento da produção editorial independente no Espírito Santo. Entre as referências citadas pelo coletivo estão projetos como o Coletivo Foi à Feira e as revistas Prego e Quase, que ajudaram a consolidar esse tipo de produção no Estado.
Quem tiver interesse em participar da publicação pode se inscrever por meio desse link.. Mais informações sobre a convocatória e o trabalho desenvolvido pela Matriz Perdida estão disponíveis no perfil do coletivo no Instagram, @matrizperdida.
SERVIÇO - Zine Pesadelo Turbo Diluente
Inscrições: até 17 de julho de 2026
Formulário online
Mais informações: @matrizperdida