Redação: Marianna França e Bernardo Guerra Edição: #DF73 Fotos: Thaís Mallon
No rosto de Murica, a palavra tatuada é “fome”. Na garganta, “sede”. Dois vocábulos que mudaram a sua vida, e dão nome aos seus primeiros trabalhos musicais solo. Os significados não são necessariamente literais, mas permeiam o sentido das palavras, porque falam sobre a vontade de querer algo primordial para a existência que, para ele, é a arte. Quando o rapper lançou o álbum Fome, em 2019, o sonho era viver apenas de poesia rimada. Antes de chegar lá, foram muitas maracutaias para sobreviver e aperfeiçoar a arte da gambiarra. Murica vendeu paçoca, bolo no pote e os seus livros favoritos até lançar o primeiro álbum. E quando viver de sonho começou a ser possível, contrariando todas as expectativas sociais, o estômago ficou cheio e veio desejo por mais, com o segundo trabalho, Sede, de 2020.
A poesia marginal de Murica reflete as suas vivências como uma pessoa periférica que luta pelo seu espaço. Através das letras, ele expressa as... [SAIBA MAIS!]