Durante muito tempo, visitar um museu foi sinônimo de silêncio, contemplação e passos contidos. Mas o Rio decidiu virar essa lógica do avesso e, cada vez mais, esses espaços têm se tornado pontos de encontro e convivência. Já não é sobre contemplar uma exposição, é sobre viver a experiência completa
Por Angélica Cabral
Foto: Gustavo Nacht
No Museu de Arte do Rio (MAR), por exemplo, a visita pode facilmente ocupar uma tarde inteira. Em cartaz, mostras como “Sortilégios de desvio” e “Entrar na Grande Noite” atravessam temas sociais, raciais e urbanos com uma curadoria que dialoga diretamente com a cidade. O funcionamento acontece de terça a domingo, das 11h às 18h, com gratuidade às terças. Esse detalhe, por si só, já muda o fluxo e democratiza o acesso.
Ali perto, o Paço Imperial mistura arte e história em um dos prédios mais simbólicos do Centro. A mostra “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” segue em cartaz, reunindo diferentes artistas e linguagens. A visita é de graça e acontece de terça a domingo, geralmente das 12h às 18h.
Para quem atravessa a Baía de Guanabara, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) segue sendo uma experiência em si. Além da arquitetura de Oscar Niemeyer, a exposição coletiva “Um teto” ocupa o espaço com reflexões contemporâneas. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e permite aquele tipo de visita que mistura arte e paisagem, dentro e fora ao mesmo tempo.
De volta ao Rio, o Centro Cultural dos Correios é uma das melhores surpresas da semana. Com entrada gratuita e funcionamento de terça a sábado, das 12h às 19h, o espaço reúne várias mostras simultâneas, como “À beira-mar, somos muitos”, “Tramas” e “Morfeu”. É o tipo de lugar onde você entra sem grandes expectativas e sai atravessado por alguma coisa.
Mas talvez a maior mudança esteja no fato de que os museus já não se limitam às paredes. No Museu do Amanhã, a programação de abril traz o projeto “Brincar é ciência”, com atividades educativas, experiências sensoriais e ações interativas. Funcionando de terça a domingo, das 10h às 18h, o espaço reforça a ideia de que aprender pode ser um gesto ativo e coletivo.
E há também o que acontece do lado de fora. No jardim do Museu da República, no Catete, a chamada “Seresta do Museu” ocupa quartas, sábados e domingos com música ao vivo ao ar livre. A entrada é gratuita e o clima é de cidade compartilhada: gente sentada na grama, casais dançando, crianças correndo... Um programa que se estende para além do prédio, e que talvez faça mais sentido assim.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) também segue com programação ativa ao longo do mês, com oficinas, cinema e atividades culturais que convidam o público a participar, e não apenas observar. Funciona de quarta a domingo, geralmente das 10h às 18h, e mantém o jardim como extensão natural da experiência.
No fim, a sensação é de que algo mudou, e mudou para melhor. Os museus cariocas continuam sendo lugares de contemplação, sim. Mas também se tornaram espaços de convivência, de pausa, de descoberta. Lugares onde não é preciso entender tudo. Basta estar. E talvez seja esse o novo convite da cidade: entrar, ficar e ver o que acontece. Agora, só falta você escolher um, ir e se divertir!
Para saber mais:
Centro Cultural dos Correios - https://riotur.rio/que_fazer/centro-cultural-correios/
Museu de Arte Contemporânea - MAC - https://visit.niteroi.br/museu-de-arte-contemporanea-mac/
Museu de Arte Moderta - MAM - https://mam.rio/
Museu de Arte Do Rio - MAR - https://museudeartedorio.org.br/
Museu da República - https://museudarepublica.museus.gov.br/
Museu do Amanhã - https://museudoamanha.org.br/